Por que Jesus foi batizado por João?

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“Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galiléia para o Jordão, a fim de que João o batizasse.” (Mateus 3:13)

O batismo de Jesus por João Batista é bastante embaraçoso. O profeta pregou “o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados” (Lc. 3:3) e as pessoas eram batizadas “confessando os seus pecados” (Mt. 3:6). Ora, os primeiros cristãos, assim como os atuais, acreditavam que Jesus jamais cometeu qualquer pecado, mas que era o santo Filho de Deus. Os quatro evangelhos mencionam o batismo de Jesus por João Batista (o Evangelho de João o menciona apenas indiretamente), mas somente Mateus dá uma explicação parcial. Continue lendo “Por que Jesus foi batizado por João?”

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Vãs repetições? — Um erro de tradução em Mt. 6:7

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“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras.” (Eclesiastes 5:2)

O que às vezes escandaliza no discurso de muitos evangélicos sobre oração é a falta de realismo. Enquanto se sabe e se afirma o “Orai sem cessar” (1Ts. 5:17), é comum que ele venha acompanhado de uma obrigação que o impossibilita: o dever da oração espontânea. Não é possível a um ser humano ser espontâneo sempre; há quem tenha maior facilidade, outros (como eu mesmo) têm maior dificuldade. Além disso, admita-se ou não, com o passar do tempo as orações ficam todas bastante iguais; você pode perceber que tipos de repetições certas pessoas sempre fazem, quando oram. Continue lendo “Vãs repetições? — Um erro de tradução em Mt. 6:7”

O Inferno é separação? — Um erro de tradução em 2Ts. 1:9

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É freqüente na pregação popular a imagem do Inferno como um “afastamento” em relação a Deus. Tanto entre católicos romanos quanto entre protestantes, essa idéia encontra aceitação quase universal no Ocidente. O afresco do Juízo Final, de Michelangelo, captura essa concepção ocidental: o Senhor advindo sobre as nuvens executa seu juízo por meio de anjos, reunindo para a si os salvos e lançando na condenação os perdidos. Os únicos a rir, de fato, são os demônios, no canto inferior direito (a esquerda de Cristo). Eles parecem ser castigadores, não castigados. Continue lendo “O Inferno é separação? — Um erro de tradução em 2Ts. 1:9”

Um argumento canônico contra o memorialismo

Vinho e Pão

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” (Atos 2:42)

O memorialismo é a doutrina eucarística segundo a qual o papel da celebração da Ceia do Senhor é o de “memorial”, uma forma de lembrança do sacrifício de Cristo no Calvário. Grande parte dos seus defensores não crê que a Ceia do Senhor seja um meio de graça, um instrumento eficaz no qual Cristo se apresenta a quem o recebe, mas “apenas um símbolo”. Continue lendo “Um argumento canônico contra o memorialismo”