Santo Agostinho sobre o Júbilo

St. Augustine of Hippo – Mariners' Church of Detroit

Canta com júbilo. Isto é cantar bem a Deus, cantar com júbilo. O que é cantar com júbilo? Entender, não podendo explicar com palavras o que canta o coração. De fato, aqueles que cantam, seja na messe, seja na vinha, seja em qualquer outro trabalho com fervor, quando começam exultar de alegria nas palavras dos cânticos, ficam como cheios de tanta alegria a ponto de não poderem se expressar por palavras, se apartam das sílabas das palavras e se entregam ao som de júbilo. O júbilo é como um som que significa o coração parindo aquilo que não é capaz de dizer. E a quem agrada esse júbilo, senão ao Deus inefável?
De fato, é inefável o que não pode dizer; e se não podes dizê-lo, e não te podes calar, que resta senão que tu jubiles, para que te alegre o teu coração sem palavras, e a amplitude imensa das alegrias não se limite pelas sílabas?”
—  Enarrationes in Psalmos, In Eumdem Psalmum 32, Enarratio II

“Quem jubila não diz diz palavras, mas sons de alegria sem palavras. Essa é a voz de uma alma inundada de alegria, que exprime, como pode, o seu sentimento, não compreendendo o significado. Alegrando-se o homem em sua exultação, por certas palavras que não pode explicar e compreender, irrompe em sons de exultação sem palavras.”
— Enarrationes in Psalmos, In Psalmum 99

“Então, da boca de homens e mulheres brotou explosão de júbilo, e suas vozes, metade contentamento, metade lágrimas, prolongaram-se indefinidamente. (…) Gritavam em louvor a Deus não palavras, mas vozes sem sentido, tão fortes, que nossos ouvidos mal podiam aguentá-las.”
— Cidade de Deus, XXII, VIII, 22

Um comentário em “Santo Agostinho sobre o Júbilo

  1. Uuuuooouuuuu fantástico!!! Deus tem falado muito comigo sobre a celebração, alegria e adoração genuína.

    Não julgo aqueles que adoram no seu silêncio, mas o “barulho” também faz parte da adoração ao nosso Deus, os momentos de alegria, os cânticos, os verdadeiros júbilos. Tudo com ordem e decência!
    Fico feliz que a realidade da igreja tem se encaminhado para isso, algo tão “antigo” que muitos tem esquecido.

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