Não há salvação sem amor

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No texto anterior deste blog, eu escrevi sobre uma forma simples de conciliar as doutrinas da justificação pela fé e do juízo final segundo as obras, a doutrina da salvação e a doutrina das últimas coisas: “fé” e “obras”, nos salvos, sinalizam uma mesma realidade, o amor divino que se entrega gratuitamente a nós e que habita em nós pelo Espírito Santo, de maneira que a fé justificante é uma fé que opera em amor, e as obras julgadas como dignas da vida eterna são também aquelas feitas em amor. Continue lendo “Não há salvação sem amor”

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Justificação pela fé e Juízo Final segundo as obras

Autun, Kath. Saint Lazare, Tympanon - Autun, Cath. Saint Lazare, tympanum -

“Igualmente, acerca da justificação, ensinamos que, falando propriamente, ela significa o perdão dos pecados e nossa aceitação ou reconciliação para a graça e favor de Deus, isto é, a verdadeira renovação em Cristo, e que os pecadores não podem obter essa justificação sem arrependimento e o movimento correto e próprio do coração para Deus e o próximo, que é obra do Espírito Santo.” — Abp. Thomas Cranmer, Treze Artigos de 1538 Continue lendo “Justificação pela fé e Juízo Final segundo as obras”

O Deus misericordioso do Antigo Testamento

Oséias de Rafael

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas! Mateus 23:23

O uso do Antigo Testamento pela Igreja é uma das mais profundas e importantes interrogações da teologia cristã. Nas décadas anteriores à escrita dos livros do Novo Testamento, os Oráculos Sagrados dos hebreus foram a primeira Bíblia dos cristãos, como foi a Bíblia de Jesus e dos primeiros discípulos. Mortas as últimas testemunhas oculares da ressurreição de Cristo, em pouco tempo vemos já as celebrações cristãs iniciadas pela leitura das memórias dos apóstolos e dos escritos dos profetas, como nos conta o mártir Justino. Nisso se expressava a fé da Igreja não apenas na continuidade da revelação de Deus entre judeus e cristãos, mas também na continuidade do Deus da revelação, que jamais muda e não mudou entre as duas eras. Continue lendo “O Deus misericordioso do Antigo Testamento”

Teologia do Amor em Agostinho

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“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” (João 14:21)

A teologia do amor de Agostinho é como que o crescimento das preciosas sementes das Sagradas Escrituras, que nos ensinam que do amor dependem todos os mandamentos, que todas as coisas devem ser feitas com amor, sem o qual nada tem valor, que quem ama cumpriu a lei, que não pode dizer que ama a Deus quem não ama ao irmão, que Deus permanece naqueles que permanecem em seu amor, que o amor procede de Deus e é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo e, sobretudo, que Deus é amor. Por um lado, o amor é a máxima exigência e, por outro, o maior dom. Continue lendo “Teologia do Amor em Agostinho”

Até Deus faz votos de casamento

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“Eu, N., recebo-te, N., por minha esposa, de hoje em diante: para o melhor e o pior, na riqueza e na pobreza, na doença e na saúde, para amar-te e honrar-te, até que a morte nos separe, segundo a santa lei de Deus. Este é o meu voto solene.” (LOCb, Rito de Matrimônio II)

Eu considero os votos a parte mais bonita de uma celebração de casamento. Ainda que haja símbolos muito bonitos nas diversas tradições de ritos matrimoniais, como a troca de alianças, as coroas, as bênçãos e orações, os votos de casamento são a razão por trás de toda a celebração, de certa maneira. Eles expressam o compromisso perene que um casal assume de viver o casamento como Deus o quis, em amor e fidelidade. Continue lendo “Até Deus faz votos de casamento”

São Paulo, o eclesiólogo

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“Então, houve grande pranto entre todos, e, abraçando afetuosamente a Paulo, o beijavam, entristecidos especialmente pela palavra que ele dissera: que não mais veriam o seu rosto. E acompanharam-no até ao navio.” (Atos 20:37,38)

Desde a Reforma Protestante, o apóstolo Paulo de Tarso é lembrado como defensor do “evangelho da graça de Deus” (At. 20:24) e como grande missionário, um dos responsáveis pela pregação do Evangelho e fundação de comunidades cristãs na Europa. O impacto de Paulo na formação do cristianismo e na sua teologia é incalculável. Continue lendo “São Paulo, o eclesiólogo”

Sem Eternidade, sem Amor

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“Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus,
e Deus, nele.” (I João. 4:16b)

Deus é amor. Sem Deus, sem amor. Sem amor, sem Deus. Uma ética do amor não é possível sem Deus, isto é, sem o Deus de Jesus de Nazaré, o Deus que é amor sacrificial. Sem Ele, não há qualquer motivo pelo qual o amor deva ser o princípio fundamental e triunfante no universo. Continue lendo “Sem Eternidade, sem Amor”