Torna-te o que tu és

luthertotle“Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”  (Colossenses 3:3)

É famosa a polêmica de Lutero contra Aristóteles. Se, por um lado, Lutero representava uma reação agostiniana extremada (até disparatada) à absorção da filosofia aristotélica pelos escolásticos, ele estava bem consciente da incompatibilidade entre diversos elementos da Ética de Aristóteles e a teologia da graça. Muito de Aristóteles precisava morrer para que ele fosse batizado. Continue lendo “Torna-te o que tu és”

Amor Impassível

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“Confiai no Senhor perpetuamente;
porque o Senhor Deus é uma rocha eterna.”
(Isaías 26:4)

Deus não muda. Por toda eternidade, desde sempre e para sempre, Deus é o mesmo. Nada há que o possa mover em qualquer direção. Não obstante, quando olhamos para o Gólgota, não vemos essa impassibilidade; vemos o Deus Crucificado que, entre o sangue e o vinagre, sofre injustamente nas mãos dos que o laceravam. Seria isso mesmo possível? Continue lendo “Amor Impassível”

Amor em duas teologias: Dietrich Bonhoeffer e C. S. Lewis

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“Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.” (1Jo. 4:16b)

Um alemão e um britânico. Ambos viveram durante a Segunda Guerra, embora Bonhoeffer não tenha sobrevivido ao nazismo. Ambos cristãos profundamente preocupados com o relacionamento de sua fé cristã com a cultura e a sociedade. Eles representam duas tradições teológicas distintas, cujas histórias se misturam às de seus países — um luterano e um anglicano. Por isso, em Bonhoeffer e Lewis mostram-se duas formas contrastantes de encarar um dos assuntos mais importantes da pregação cristã: o amor. Continue lendo “Amor em duas teologias: Dietrich Bonhoeffer e C. S. Lewis”