Teologia da Comida contra os puritanismos

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Henry Louis Mencken (1880–1956) certa vez definiu o puritanismo como “o medo assombrador de que alguém, em algum lugar, possa estar feliz”. Essa é uma definição é, em si, assombradora, especialmente para alguém (não eu) que tenha algum apreço particular pelo puritanismo histórico. Afinal, o medo da felicidade alheia está bem perto da definição da inveja, mas aqui parece haver uma diferença crucial e talvez ainda mais assustadora: não se trata, como na inveja, de um desejo de roubar a felicidade alheia, mas apenas de eliminá-la, persegui-la, puni-la. “O novo puritanismo não é ascético, mas militante. Ele não almeja alçar santos, mas derrubar pecadores.” O puritano seria um inimigo de todos, usando de ferro e fogo para infernizar a vida alheia. Continue lendo “Teologia da Comida contra os puritanismos”