Pecados mais graves

Ecce Homo (Jesus e Pilatos)

Quem desconhece o passado está fadado não apenas a repetir os erros antigos, mas também a ignorar a sabedoria antiga e cometer erros novos. Por algum motivo incrível que me escapa, tornou-se comum entre os evangélicos a crença de que todos os pecados são iguais, de que nenhum é mais grave que outro, como um tipo de mantra óbvio que dispensa qualquer justificativa — e normalmente não é acompanhado por nenhuma. Pois não se encontrará nenhum texto da Sagrada Escritura que nos diga que todos os pecados são iguais em gravidade. Continue lendo “Pecados mais graves”

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Três eclesiologias: Westminster, Savoy, Londres

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“Assim também, enquanto ela é uma estranha no mundo, a cidade de Deus tem em sua comunhão, e vinculados a ela pelos sacramentos, alguns que não habitarão eternamente no destino dos santos.” (Agostinho, Cidade de Deus)

Eu não considero a distinção entre Igreja visível e Igreja invisível útil. Afinal, é uma distinção que a própria Escritura não faz, uma distinção que foi desnecessária por séculos e, parece-me, gera mais confusão do que compreensão sobre o papel e a importância da Igreja, especialmente em um contexto de cristandade dividida. Mas há maneiras diferentes de encarar essa distinção, e parece-me que as confissões reformadas deixam transparecer essas diferenças teológicas. Continue lendo “Três eclesiologias: Westminster, Savoy, Londres”

Juízo Final, segundo as obras, nas Confissões Reformadas

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“Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus. Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” (Romanos 14:10-12)

Embora as Sagradas Escrituras, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, repetidas vezes mencione o juízo escatológico, no qual os vivos e os mortos comparecerão ante o tribunal de Deus para serem julgados segundo as suas obras (cf. Mt. 16:24-27; Rm. 2:4-10; Ap. 20:12-15), recebendo por elas o seu destino eterno, esse tema perdeu vigor na linguagem teológica protestante no século XX, recuperando-se apenas através dos esforços renovados de biblistas. Continue lendo “Juízo Final, segundo as obras, nas Confissões Reformadas”