Um Credo Contra Mamom

O Novo Testamento ensina que os pobres são bem-aventurados, mas ai dos ricos.

O Novo Testamento condena a ganância.

O Novo Testamento nos ensina a não desejar ser ricos, pois quem o deseja cai em tentação e laço.

O Novo Testamento nos ensina a não ter ansiedade com o que comeremos ou vestiremos, mas a estarmos satisfeitos com o que temos e em acreditar que Deus nos proverá para todas as necessidades.

O Novo Testamento retrata Cristo como alguém que se fez pobre por nós. Inclusive literalmente pobre, “escravo”, pedreiro, estrangeiro, sem cidadania, preso.

O Novo Testamento ensina que é difícil um rico entrar no reino dos céus.

O Novo Testamento ensina que é impossível um acordo entre Deus e ”mamom” — não e possível servir a Deus e ao dinheiro.

O Novo Testamento louva os primeiros cristãos por doarem tudo o que tinham e colocarem aos pés dos apóstolos, de modo que cada um recebesse conforme as suas necessidades.

O Novo Testamento nos encoraja a abrir mão do que temos em favor de outras pessoas.

O Novo Teamento conta que a pessoa mais próxima a Jesus, sua Mãe, celebrou o seu advento com estas palavras:

Derribou do seu trono os poderosos
e exaltou os humildes.
Encheu de bens os famintos
e despediu vazios os ricos.”

Senhor, dá-nos a graça de acreditar no Novo Testemento. Dá-nos a graça de crer no Evangelho do Reino. Amém.

Rev. Gyordano M. Brasilino

Graça? É isso que diferencia o cristianismo?

Às vezes você vê pessoas definirem a diferença da religião cristã como sendo o conceito de “graça”. A religião cristã seria religião de graça, as outras religiões seriam religiões de obras.

As pessoas geralmente o fazem sem saber que grande parte daquilo que chamamos de graça é encontrada, com o mesmo nome ou com outros nomes, em outras religiões — sobre as quais se tem um entendimento superficial e caricaturado —, e também sem considerar que a própria noção de graça é disputada entre os cristãos. Usando a tipologia de Barclay (2015), não existe acordo total sobre a superabundância, singularidade, prioridade, incongruência, eficácia e não-circularidade da graça. Praticamente nenhum cristão enfatiza essas seis dimensões ao mesmo tempo — eu diria até que tentar fazê-lo é um erro.

A diferença central da religião cristã não está na noção abstrata de graça, mas na maneira como essa graça se manifesta na história redentiva sinalizada no Credo. Como escreveu São Paulo, registrando uma fórmula primitiva da regra de fé:

Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1Co 15:3–4)

A história do Deus-Homem que morre pelos nossos pecados, é sepultado e ressuscita ao terceiro dia, como um cumprimento da esperança das Escrituras de Israel, com todas as implicações (soteriológicas, eclesiológicas, escatológicas…), esse é o diferencial da religião cristã.

Rev. Gyordano M. Brasilino

Duas palavrinhas sobre o “Milênio” em Ap. 20:4-6

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“Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.” (Apocalipse 20:4-6)

Dois pontos são especialmente incompreendidos quando se trata da interpretação de Apocalipse 20:4-6. Esse texto fala de um período de mil anos entre duas ressurreições. Aqueles que participam da primeira ressurreição reinam com Cristo pelos mil anos e a morte não tem domínio sobre eles, enquanto os outros mortos participam da segunda ressurreição. Continue lendo “Duas palavrinhas sobre o “Milênio” em Ap. 20:4-6″