A Ascensão do Amor: a fé das crianças e a oração dos animais

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Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. Apocalipse 5:13

O que significam tantos trechos das Escrituras Sagradas que falam da adoração que as criaturas todas, não só anjos e homens, prestam ao Criador?  O Salmo 148 foi composto como um convite a essa adoração universal ao Criador, da qual os astros e as menores criaturas terrenas participam, e diversos outros textos incorporam o mesmo espírito. O Cântico das Criaturas, de São Francisco, está em nobre companhia.
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Certeza da salvação (I): Tomás de Aquino

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“Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna.” (Judas 20-21)

A caminhada cristã é marcada, nutrida, sustentada, regida e consumada pela misericórdia de Deus. A bondade efusiva e obstinada do Pai das luzes, sumamente manifestada e realizada em seu Filho Jesus Cristo e trazida a nós nos meios de graça e esperança da glória eterna no poder do Espírito Santo, é a única cura para a chaga mortal do pecado humano, chamando-o a nova vida. Continue lendo “Certeza da salvação (I): Tomás de Aquino”

Torna-te o que tu és

luthertotle“Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”  (Colossenses 3:3)

É famosa a polêmica de Lutero contra Aristóteles. Se, por um lado, Lutero representava uma reação agostiniana extremada (até disparatada) à absorção da filosofia aristotélica pelos escolásticos, ele estava bem consciente da incompatibilidade entre diversos elementos da Ética de Aristóteles e a teologia da graça. Muito de Aristóteles precisava morrer para que ele fosse batizado. Continue lendo “Torna-te o que tu és”

Amor Impassível

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“Confiai no Senhor perpetuamente;
porque o Senhor Deus é uma rocha eterna.”
(Isaías 26:4)

Deus não muda. Por toda eternidade, desde sempre e para sempre, Deus é o mesmo. Nada há que o possa mover em qualquer direção. Não obstante, quando olhamos para o Gólgota, não vemos essa impassibilidade; vemos o Deus Crucificado que, entre o sangue e o vinagre, sofre injustamente nas mãos dos que o laceravam. Seria isso mesmo possível? Continue lendo “Amor Impassível”