O platonismo do Novo Testamento

Platão

Desde Harnack, uma tese tem sido bastante comum entre teólogos protestantes, conscientemente ou não. Trata-se da noção de que a teologia cristã se desenvolveu por helenização do pensamento hebreu de Jesus e dos apóstolos, e de que isso seria um crime contra as origens. Essa concepção de Harnack expressa um tipo de narrativa puritana preocupada com a “origem imaculada” e a posterior “degeneração” da fé cristã, uma visão trágica do desenvolvimento histórico do Cristianismo inteiramente diferente daquela que Jesus pensou na Parábola do Grão de Mostarda. A helenização às vezes recebe o nome de (neo)platonismo, o grande vilão. Continue lendo “O platonismo do Novo Testamento”

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Conte a história de Jesus direito!

Noli Me Tangere

“Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1João 4:9)

O Evangelho é, em grande parte, a história de como o Verbo Divino, eternamente gerado e enviado pelo Pai, se encarnou no ventre de Maria, tornando-se homem, manifestou sua divindade aos seus discípulos, morreu crucificado pelos nossos pecados, ressuscitou para nossa justificação, ascendeu aos céus e agora intercede pela humanidade ao lado do Pai, de onde virá para julgar os vivos e os mortos e restaurar a Criação — tudo isso para a salvação da humanidade. Continue lendo “Conte a história de Jesus direito!”

A Lei de Moisés é falsa?

João Evangelista“Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.” (João 1:17)

No cristianismo primitivo, assim como havia um partido fortemente judaico, havia uma teologia radicalmente antijudaica, ligada a Marcião de Sinope e a algumas vertentes do gnosticismo, a qual desprezava o Antigo Testamento e a Lei Mosaica, vendo a revelação divina exclusivamente em Jesus Cristo e não nos profetas anteriores. Jo. 1:17 dá razão a essa teolgia, o marcionismo? Continue lendo “A Lei de Moisés é falsa?”

Amor em duas teologias: Dietrich Bonhoeffer e C. S. Lewis

Fotsky

“Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.” (1Jo. 4:16b)

Um alemão e um britânico. Ambos viveram durante a Segunda Guerra, embora Bonhoeffer não tenha sobrevivido ao nazismo. Ambos cristãos profundamente preocupados com o relacionamento de sua fé cristã com a cultura e a sociedade. Eles representam duas tradições teológicas distintas, cujas histórias se misturam às de seus países — um luterano e um anglicano. Por isso, em Bonhoeffer e Lewis mostram-se duas formas contrastantes de encarar um dos assuntos mais importantes da pregação cristã: o amor. Continue lendo “Amor em duas teologias: Dietrich Bonhoeffer e C. S. Lewis”