Cinco Erros Principais na Leitura de Isaías 53

The Law, the Prophets and the Writings, Part 24: The Vision of Isaiah

Nas discussões sobre o propósito por trás dos sofrimentos de Cristo, especialmente quando conversamos com pessoas que defendem que esses sofrimentos envolveram algum tipo de Substituição Penal (Cristo sofrendo no lugar dos homens a punição pelos pecados deles), naturalmente o texto de Isaías 53 aparece, em algum momento.

Geralmente, no entanto, as pessoas que usam o texto o fazem sem entender as discussões que existem em torno de sua tradução e interpretação, como se o seu sentido fosse óbvio; como se a doutrina e o texto se correspondessem. Eu reuni aqui o que eu considero serem os cinco erros mais comuns de interpretação, que ficam bem patentes quando discutimos com os defensores mais aguerridos da Substituição Penal. Posso dizer que, antes de estudar a questão da expiação, eu mesmo já cometi os cinco erros.

Basicamente, cinco coisas são ignoradas na leitura.

1. Ignorar o modo como o NT lê o texto.

Quando abrimos uma tradução protestante comum de Isaías 53, encontramos trechos como “ele tomou sobre si as nossas enfermidades” (v. 4), “as nossas dores levou sobre si” (v. 4), “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele” (v. 5), “o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (v. 6). As expressões “sobre ele” e “sobre si” — que às vezes sequer estão no texto hebraico — são lidas como significando uma substituição: essas coisas estavam sobre nós (supostamente) e então Deus tira de nós e coloca sobre ele. Ele carregaria em nosso lugar essas mazelas (interpretadas como punições).

Quem interpreta esses trechos assim ignora o modo como o Novo Testamento lê essas expressões, que é bastante distinto:

Mateus 8:16-17
Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças.

Com esse trecho, entendemos o que significava dizer que Cristo “tomou as nossas enfermidades”. Isso não significa que essas enfermidades foram literalmente colocadas ou lançadas sobre ele. Significa que ele se preocupou com os homens, ele se identificou com eles através da compaixão e, assim, os curou. Ou seja, ele assumiu a responsabilidade de resolver o problema (enfermidades, dores, castigo, iniquidade) dos homens. Ele não foi, em si mesmo, “afetado” pelo problema. É a linguagem hiperbólica da compaixão. Essa linguagem não é exclusiva de Isaías 53 (na interpretação de Mt 8:16-17), mas aparece em outros textos bíblicos, como, por exemplo:

Deuteronômio 1:12
Como suportaria eu sozinho o vosso peso, a vossa carga e a vossa contenda?

Salmos 89:50-51
Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos e de como trago no peito a injúria de muitos povos, com que, Senhor, os teus inimigos têm vilipendiado, sim, vilipendiado os passos do teu ungido.

Romanos 15:1-3
Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim.

O último texto é importante porque mostra a continuidade entre o que Cristo sofreu e o que os seus discípulos devem sofrer, suportando as fraquezas de outras pessoas. Essa leitura não é exclusiva de Mateus 8:16-17, na verdade. O Targum de Jonatã, uma paráfrase aramaica judaica do texto, interpreta essa partilha de sofrimentos em Isaías 53 como se dando através de oração intercessória (portanto solidariedade empática).

2. Ignorar os problemas de tradução do texto.

É comum e até esperado que as pessoas que não têm domínio das línguas bíblicas simplesmente confiem nas traduções que suas igrejas usam. Mas é importante saber que, de modo demonstrável, as traduções refletem a teologia do público que as usa. Há certas escolhas e possibilidades que se colocam diante do tradutor, e ele preferirá aquilo que está de acordo com sua doutrina e a doutrina dos leitores-alvo da sua versão. Isso se dá não só quando o tradutor tem várias possibilidades diante de si, mas inclusive no modo como, acrescentando e reordenando certas palavras, uma teologia é favorecida. Isso acontece em Isaías 53 em vários lugares. Cinco exemplos mais gritantes:

  • v. 5 (“o castigo que nos traz a paz estava sobre ele“, ARA). A palavra vertida como “castigo” (heb. mûsār) é normalmente traduzida como “ensino” ou “disciplina” na Bíblia, e deriva do verbo yāsar (ensinar, corrigir, disciplinar, reformar, castigar). Ou seja, normalmente, a raiz hebraica não tem o sentido de punição, mas de um castigo transformador, de uma correção, de uma mudança. É assim que o verbo foi traduzido nas versões antigas: como paideia (ensino) na LXX e disciplina na Vulgata. É possível que, dentre as dezenas de ocorrências bíblicas do substantivo e do verbo, a tradução como “punir” seja necessária em um ou dois textos bíblicos, mas só uma pessoa muito obstinada insistirá que esse texto tem que ser o sentido correto em Isaías 53:5, e que não se pode usar o sentido mais comum de correção. É natural que os defensores da Substituição Penal insistam que essa deve ser a tradução aqui, mesmo contra todos os indícios, pois esse seria o único texto bíblico que eles poderiam usar como um indício direto de uma punição aplicada a Jesus.
  • v. 6 (“o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos“, ARA). O modo como o tradutor coloca as palavras ajuda a formar a imagem de que a punição da iniquidade caiu sobre Jesus. Mas, na verdade, não há nada disso no texto hebraico. O verbo empregado (pāḡaʿ, hiphil) significa “colocar” ou “interpor”, e é o mesmo verbo usado no v. 12 traduzido como “intercedeu”. A LXX verte o texto como: “e o Senhor o entregou pelos nossos pecados” (kai Kyrios paredōken auton tais hamartiais hēmōn).
  • v. 8 (“por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.“). Apesar da ambiguidade do trecho isolado, a tradução dá a entender que Cristo (“ele”) foi ferido pela transgressão do povo. No entanto, a expressão hebraica usada (lāmô) é plural. Sem mudar muito a versão indicada, poderíamos traduzir como “por causa da transgressão do meu povo, eles foram feridos”. Isso afeta diretamente a leitura do texto e tem a ver com o tópico 5, no fim do texto.
  • v. 11 (“o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos“). A preposição “lā” não indica o objeto direto do verbo “justificar” (heb. ṣāḏaq), portanto a expressão vertida como “a muitos” (lārabîm) não pode ser o objeto direto dessa justificação. Na verdade, em vez de ser o sujeito, o Servo Justo é o objeto da justificação. Ele é justificado (isto é, vindicado). É assim que a LXX verte o texto. Uma melhor tradução desse trecho seria: “[O Senhor] justificará o Servo Justo diante de muitos”, “[O Senhor] justificará o Servo Justo por muitos” ou “[O Senhor] justificará o Justo, que serve a muitos”. Essa tradução corrigida é importante por dois motivos: primeiro, elimina a conexão entre a (suposta) “punição substitutiva” e a “justificação (forense)” no texto; segundo, porque esse texto se conecta com os textos, no Novo Testamento, que falam da justificação (vindicação) de Cristo (ver o tópico seguinte).
  • v. 11 (“porque as iniquidades deles levará sobre si.”). No texto hebraico, não há aí a conjunção explicativa “porque” (heb. ), mas sim a conjunção aditiva “e” (heb. w). A melhor tradução é “e carregará as iniquidades deles”. Essa mudança é relevante porque o versículo se refere, na interpretação cristã, ao Cristo exaltado (após a ressurreição e ascensão). Quando colocamos a conjunção correta, o sentido é de que o Cristo exaltado carrega os pecados dos homens (o que não pode significar punição ou mesmo contaminação espiritual, mas apenas intercessão). Quando trocamos a conjunção, podemos facilmente tratar esse trecho final do versículo como algo que se deu num momento anterior.

Geralmente quem cita Isaias 53 como indício de Substituição Penal não tem conhecimento dessas e de outras facetas da tradução do texto.

3. Ignorar o tema da vitória na conclusão.

Essa questão não envolve especificamente a Substituição Penal, mas sim grande parte dos seus leitores, que ignoram que a resposta divina diante do sofrimento do Servo Justo é vindica-lo. O aspecto vindicativo (a restauração e compensação da sofredor inocente) é um aspecto relevante da justiça divina nas Escrituras, e aparece em vários textos ligados a Cristo, como a profecia de Daniel 7 (na qual o povo santo é vindicado após os sofrimentos) e em Fp 2:5-11 (no qual o próprio Cristo é premiado por sua obediência até a morte). Em 1Tm 3:16, fala-se literalmente de Cristo sendo “justificado no e/Espírito”, isto é, vindicado. Em Isaías 53, essa é a conclusão da história, com Cristo ficando satisfeito com sua obra, vendo a luz (ressuscitando), carregando os pecados dos homens (intercedendo por eles) e repartido os despojos (de guerra).

4. Ignorar o fluxo lógico do texto.

Isso acontece mais ou menos em todos os textos bíblico que são alegados como exemplos, testemunhos ou provas da Substituição Penal. Em vez de acompanhar o raciocínio próprio do texto, certos elementos dele são destacados de sua lógica textual própria e inseridos na lógica da Substituição Penal.

Assim, por exemplo, o v. 5 (“…o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”) é usado, na argumentação da Substituição Penal, como uma indicação da punição substitutiva de Cristo com o propósito de que os homens não sejam punidos. No entanto, não é essa a lógica do texto. O propósito é que os homens sejam curados. Fala-se, portanto de uma cura em relação aos pecados, não de uma transação penal forense. O propósito não é satisfazer a ira divina, mas sim curar os homens. Quando esse trecho aparece no Novo Testamento, é precisamente com tal sentido: “para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça” (1Pe 2:24). Ou seja, há aí uma lógica de purificação, santificação, transformação, não de satisfação penal.

Em outros momentos, o sentido óbvio do texto bíblico simplesmente é ignorado. Quando se diz, no v. 4, que “nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.“, o sentido óbvio é de que o Servo Sofredor não estava, de fato, sendo ferido por Deus. Isso elimina inteiramente a leitura da Substituição Penal, pois significa que, os sofrimentos posteriores não são literalmente infligidos por Deus, e, portanto, trechos como o v. 10 (“ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar”) devem ser lidos de um outro modo.

5. Ignorar a identidade do Servo Sofredor no Segundo Isaías

Esse erro aparece principalmente nas leituras mais populares de Isaías 53. Como cristãos, naturalmente afirmamos que a profecia do Servo Sofredor (em Isaías 52:13–53:12) se cumpre no Messias, como o próprio Novo Testamento nos ensina a fazer. No entanto, não é difícil perceber que, no contexto do Segundo Isaías (capítulos 40 a 55), o Servo de Javé é continuamente identificado como sendo a nação de Israel, que sofre a punição do Exílio por seus pecados, e isso não pode ser desprezado na leitura desse capítulo. É por isso que se torna relevante, por exemplo, uma tradução mais exata do v. 8 (indicada acima). O sofrimento do Servo não é individual, mas nacional, e, numa leitura crista, Cristo aparece como a consumação dessa condenação de Israel.

Assim, é fácil conectar certas dimensões do texto, como a identificação do Servo com os pecados e sofrimentos do povo, o próprio “castigo” (a correção nacional estava sobre ele e lhe fazia sofrer sem que ele fosse diretamente punido por Deus). Cristo participa solidariamente (não substitutivamente) dos sofrimentos da nação, assim como Moisés carregou o fardo (Dt 1:12), assim como os filhos da “geração má” carregavam as iniquidades dos seus pais (Nm 14:33), assim como Jeremias, juntamente com seus compatriotas, carregavam os pecados das gerações anteriores (Lm 5:7), sem que nenhuma dessas coisas signifique a injusta punição substitutiva.

Rev. Gyordano M. Brasilino

Sobre a tradução de Isaías 53 — uma amostra grátis.

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Poucos textos na Bíblia são tão danificados pelas traduções incorretas e crítica textual deficiente quanto o capítulo 53 de Isaías. Eu evito falar disso porque dá muito trabalho explicar tudo. Mas aqui vai uma palhinha sobre Isaías 53:11. O texto é este:

“Depois do sofrimento de sua alma,
ele verá a luz e ficará satisfeito;
pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos,
e levará a iniqüidade deles.”

Coloquei, de propósito, a versão NVI. As traduções Almeida (ARC 1995, ACF, ARA, NAA, S21) trocam a conjunção “e” (em negrito) por “porque”. A NVT troca por “pois”. A NTLH preserva a conjunção correta, mas dá seu jeito de mudar as palavras do texto. Além da NVI, uma tradução protestante para português correta, nesse versículo, é a KJA. Comparativamente, as traduções antigas, como a LXX e a Vulgata, todas usam o conectivo equivalente, corretamente. Em inglês, é muito mais fácil encontrar versões protestantes corretas.

Sobre isso, não há o que discutir: a conjunção hebraica (waw) significa “e” mesmo. Por que, então, várias traduções mudam o texto? Basta ler o texto com atenção, para perceber como isso muda a interpretação do versículo e repercute na leitura de todo o capítulo.

O que ocorre é que esse texto se refere, numa interpretação cristã, ao Servo agora exaltado. A primeira parte do versículo situa o momento quando o Servo, depois dos seus sofrimentos, vê o resultado do seu trabalho e fica satisfeito com o que vê, e como ele justifica muitos. Isso significa que o trecho diz “e levará a iniqüidade deles” se refere também ao Servo exaltado. Na interpretação cristã, isso significa que o Cristo exaltado às alturas “levará a iniqüidade deles”. Quando o texto é mudado, dois benefícios são granjeados: primeiro, a justificação é conectada a esse “levar” dos pecados, e a questão do “conhecimento” é um pouco mais apagada; segundo, se torna possível separar temporalmente esse trecho final do restante do versículo.

Ou seja: o Servo exaltado carrega os pecados desses “muitos”. Isso gera um problema para a Substituição Penal, porque essa leitura encara esse “carregamento” de pecados como significando uma punição (substitutiva), pelos pecados dos homens, caindo sobre Cristo. Mas isso não é possível, pois não há nenhum sentido em dizer que o Servo exaltado é punido depois dos seus sofrimentos. Então você muda o texto bíblico, preserva a doutrina e elimina o problema.

O significado do texto, na verdade, é outro. Quando se diz que o Servo exaltado leva as iniquidades dos homens, o sentido é sacerdotal. Assim com os animais oferecidos em sacrifício, o sumo-sacerdote carregava os pecados dos homens (cf. Êx 28:38; Lv 10:17; Nm 18:1). Quando conectamos isso ao ofício do Cristo exaltado, sumo-sacerdote que intercede por nós hoje (cf. Rm 8:34; Hb 7:25; 9:24), assim como ao trecho seguinte de Isaías (v. 12: “e intercedeu pelos pecadores”), entendemos o que significa “carregar os pecados”: significa assumir a responsabilidade de interceder por eles, por sua expiação (purificação). Não tem relação com punições substitutivas ou coisa do tipo.

Que diferença isso faz? Isso repercute na leitura do restante do capítulo. Como eu já mostrei algumas vezes, a expressão “carregar os pecados” e equivalentes pode significar muitas coisas na Bíblia. Isso é um indício de como essa expressão deve ser interpretada no contexto de Isaías 53, particularmente nos vv. 4-6, e concorda inteiramente com o modo como Mt 8:16-17 interpreta o “tomou sobre si as nossas enfermidade”, ou seja, não ficando doente em nosso lugar, mas resolvendo o nosso problema, trazendo cura. Ou seja: se compadeceu, como sacerdote. Daí a imagem do v. 4: “as nossas dores levou sobre si”, trecho que usa o mesmo verbo (sāḇal) que o v. 11. Isso ilumina particularmente a linguagem sacerdotal de textos como Rm 15:1-3 e Gl 6:1-2:

“Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim.”

“Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.”

Ou seja, essa linguagem tem a ver com o sofrimento da paciência, não com o sofrimento da punição. Curiosamente, essa é a interpretação do Targum Jonathan, uma paráfrase aramaica judaica que faz leitura messiânica do texto. Ele traduz continuamente o “carregar” pecados, em Isaías 53, como orar ou interceder pelos pecados dos homens e agir para resolver o seu problema.

Rev. Gyordano M. Brasilino

Trapo de Imundícia ou Linho Fino?

Judas

“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam.” (Isaías 64:6)

“Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.” (Apocalipse 19:7-8)

Na interpretação evangélica popular de Is. 64:6, ocorre um erro bastante comum, que é o de atribuir a esse texto uma abrangência universal: o “nossas” de Isaías se torna o “nossas” do leitor e do restante da humanidade, de modo que toda as nossas boas obras (“justiças”) passam a ser vistas como más, sujas, imundas, pecaminosas. Trapo de imundícia são os panos sujos que cobrem coisas que, pela lei mosaica, são julgadas como imundas, como a pele dos leprosos. Continue lendo “Trapo de Imundícia ou Linho Fino?”

O Salmo 51 foi realmente escrito por Davi?

Rei Davi Tocando Harpa (cortado)

“Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. Disse Natã a Davi: Também o SENHOR te perdoou o teu pecado; não morrerás.” (II Samuel 12:13)

O livro bíblico de cânticos e orações é conhecido como Salmos de Davi, mas não é segredo para o leitor atento que grande número deles indica outra autoria no seu título próprio. Muitos Salmos são acompanhados por títulos com alguma informação — o autor, ou a situação em que teria sido escrito, ou algo da melodia e instrumentação. O Novo Testamento acolhe essa tradição hebréia da autoria davídica dos Salmos. Continue lendo “O Salmo 51 foi realmente escrito por Davi?”