Ressuscitou para nossa justificação (Rm. 4:25)

Rembrandt Ressurreição de Cristo

ὃς παρεδόθη διὰ τὰ παραπτώματα ἡμῶν
καὶ ἠγέρθη διὰ τὴν δικαίωσιν ἡμῶν.
“Ele foi entregue à morte por nossos pecados
e ressuscitado para nossa justificação.”

(Romanos 4:25)

Que relação existe entre a Justificação e a Ressurreição? Se se fizer essa pergunta a um defensor da Substituição Penal e da Justiça Imputada, talvez não se obtenha nenhuma resposta satisfatória. Nessa teologia, a Ressurreição de Cristo não tem nenhum papel salvífico a desempenhar, mas somente a Cruz, por meio da qual a justiça de Cristo é atribuída (imputada) a nós, e nossos pecados atribuídos (imputados) a ele. Justificação seria apenas o projeto divino de matar alguém para que possa perdoar os “verdadeiros” culpados. Não resta nada para a Ressurreição, que assume função apologética: mostrar que realmente Jesus era o filho de Deus, e que seu sacrifício no Calvário foi aceito pelo Pai. É esse o ensino da Sagrada Escritura? Continue lendo “Ressuscitou para nossa justificação (Rm. 4:25)”

Torna-te o que tu és

luthertotle“Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”  (Colossenses 3:3)

É famosa a polêmica de Lutero contra Aristóteles. Se, por um lado, Lutero representava uma reação agostiniana extremada (até disparatada) à absorção da filosofia aristotélica pelos escolásticos, ele estava bem consciente da incompatibilidade entre diversos elementos da Ética de Aristóteles e a teologia da graça. Muito de Aristóteles precisava morrer para que ele fosse batizado. Continue lendo “Torna-te o que tu és”

Não discernindo o Corpo do Senhor

pano

“Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação.” (1 Coríntios 11:29)

Uma das mensagens mais presentes no Antigo Testamento é a de que a presença de Deus e a maldade humana não podem conviver. Deus escolheu lugares para neles fazer habitar sua santidade. A terra de Israel é santa. A capital de Israel, Jerusalém, é santa. O Templo em Jerusalém é santo. Por conta disso, Deus não toleraria a prática do pecado nesses lugares. A imoralidade (Lv. 18:24-30), homicídio (Nm. 35:33,34), idolatria (Jr. 16:18) ou pecado em geral (Is. 24:5) profanariam a terra que Deus quis que fosse santa. Continue lendo “Não discernindo o Corpo do Senhor”