Existe cooperação entre Deus e o homem na salvação?


Resultado de imagem para medieval blacksmith drawing

A Igreja Anglicana ensina a cooperação entre Deus e o homem na salvação?

Continue lendo “Existe cooperação entre Deus e o homem na salvação?”

Anúncios

Solus Paulus: a Vida Eterna como Dom e como Fruto

maxresdefault

Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. João 6:47

Em um sentido, Cristo sozinho realiza a condição para nossa justificação e salvação. Em outro sentido, a fé é condição de nossa justificação, e, em outro sentido, outras qualificações e atos também são condições da salvação e justificação. Jonathan Edwards, Justification by Faith Alone

Os ensinos das Sagradas Escrituras resistem a simplificações. O próprio Deus é infinitamente imanente e infinitamente transcendente às criaturas, sendo igualmente aquele em quem “vivemos, e nos movemos, e existimos” e aquele que “habita na luz inacessível”. Para nós, essas realidades são paradoxais, misteriosas e desconcertantes. O Deus revelado não é desconhecido apenas, mas desconhecido de maneiras que sequer podemos imaginar. Por outro lado, como a criatura reflete o Ato Criador, por toda parte a névoa do Altíssimo se faz notar. Nada há do real que possamos compreender inteiramente. Continue lendo “Solus Paulus: a Vida Eterna como Dom e como Fruto”

A Nova Perspectiva sobre Paulo

Um dos desenvolvimentos mais interessantes e importantes da teologia protestante na segunda metade do século XX é a Nova Perspectiva sobre Paulo, uma proposta de correção de certas leituras da teologia do apóstolo acerca da justificação e temas conexos. De acordo com essa releitura, a doutrina paulina da justificação pela fé não procura responder à pergunta “Como encontramos salvação?”, mas sim “Como sabemos quem é parte da comunidade ou não?”. O debate entre Paulo e seus críticos seria diferente daquele entre Santo Agostinho e seus críticos, ou entre Lutero e seus críticos. Continue lendo “A Nova Perspectiva sobre Paulo”

Graça resistível e irresistível

old-man-in-prayer-exlrg

A graça é resistível ou irresistível? Talvez essa não seja a melhor linguagem, a mais adequada. Ela parece indicar uma luta da graça contra nós, uma oposição ao ser humano, como se a liberdade divina anulasse a nossa, um invasor a ser resistido, quando na realidade a graça cumpre em nós nosso chamado mais íntimo, nossa vocação mais profunda, o propósito mesmo de nossa existência — ela opera em nosso favor, não contra nós. Ainda assim, é uma linguagem justificável, pois o Espírito Santo age certamente contra a pior parte de nós mesmo, combatendo a carne (Gl. 5:17). O ser humano trabalha contra si mesmo. Falar em graça irresistível é sinalizar que a onipotência divina também está em jogo quando falamos sobre salvação. Continue lendo “Graça resistível e irresistível”

A Eficácia Cristocêntrica dos Sacramentos

00.159.223_PS1

Qualquer pergunta que fizermos sobre os sacramentos leva, em algum momento, à questão da sua eficácia — sua capacidade de produzir certos efeitos reais e espirituais, de cumprir certas promessa feitas por Cristo. A eficácia está lá quando tratamos do batismo de crianças  e é impossível ter uma postura correta sobre essa prática sem que primeiro a eficácia sacramental seja esclarecida , quando discutimos sobre a unidade visível dos membros Igreja, quando perguntamos se é possível salvação sem os sacramentos, ou se todos os que os recebem são salvos. Quando alguém percebe a importância e sutileza do ensino das Sagradas Escrituras sobre os sacramentos, essa questão emerge. Continue lendo “A Eficácia Cristocêntrica dos Sacramentos”

Justificação pela fé e Juízo Final segundo as obras

Autun, Kath. Saint Lazare, Tympanon - Autun, Cath. Saint Lazare, tympanum -

“Igualmente, acerca da justificação, ensinamos que, falando propriamente, ela significa o perdão dos pecados e nossa aceitação ou reconciliação para a graça e favor de Deus, isto é, a verdadeira renovação em Cristo, e que os pecadores não podem obter essa justificação sem arrependimento e o movimento correto e próprio do coração para Deus e o próximo, que é obra do Espírito Santo.” — Abp. Thomas Cranmer, Treze Artigos de 1538 Continue lendo “Justificação pela fé e Juízo Final segundo as obras”

A Doutrina Anglicana da Predestinação

BCP

Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Filipenses 4:5a

A teologia anglicana recebeu diversas influências dos pais da Igreja, dos escolásticos e medievais, das reformas luterana e calvinista. O cultivo dessa teologia se deu como via média entre a pressão do radicalismo puritano e o tradicionalismo romano. Como via média, seu papel não foi o de produzir nenhuma nova doutrina — nenhuma doutrina é propriedade anglicana! —, mas reconciliar os extremos através de um culto comum, reconhecendo a intimidade entre nossa fé e nossa adoração. A batalha teológica anglicana sempre foi pela fé orada, não apenas pela fé professada. Continue lendo “A Doutrina Anglicana da Predestinação”